Do problema à decisão rastreável

Dados, decisão e Informática em Saúde

Informática em Saúde Aplicada à Enfermagem

Encontro 1 de 6 · Presencial · 4 horas

O diagnóstico muda o ponto de partida

Base comum
RNDS, CIPE e interoperabilidade ainda são pouco familiares.
Turma heterogênea
há iniciantes e estudantes com projetos computacionais avançados.
Tecnologia é meio
o produto profissional não precisa ser um software.

Primeiro o problema e a decisão. Depois, a ferramenta.

Muitos registros. Uma decisão difícil.

Proposta pedagógica — Caso Helena

Helena, 72 anos, está internada após uma cirurgia. Nas últimas horas, frequência respiratória e sonolência aumentaram. A pressão caiu discretamente. Há registros em telas diferentes; a diurese mais recente não foi lançada.

O sistema mostra: “risco moderado”.

A equipe deve aguardar, reavaliar ou escalar o cuidado?

Vote antes de discutir

Proposta pedagógica — Enquete diagnóstica

Qual resposta descreve melhor sua primeira reação?

  1. Confiar no risco calculado.
  2. Buscar dados adicionais antes de agir.
  3. Escalar o cuidado imediatamente.
  4. A resposta depende de contexto ainda invisível.

Registre também: qual informação ausente poderia mudar sua escolha?

O que devemos ser capazes de fazer hoje?

Proposta pedagógica — Objetivos de aprendizagem

Ao final, você deverá conseguir:

  • distinguir dado, informação, conhecimento, decisão e ação em um caso ligado ao doutorado;
  • analisar pessoas, tarefas, dados, tecnologia, organização e contexto como elementos interdependentes;
  • produzir um mapa problema → decisão → dados → apoio possível;
  • justificar quando usar — e quando não usar — tecnologia.

Nosso percurso

Movimento Tempo Como trabalharemos
Problema 20 min caso, voto e dado faltante
Núcleo 100 min conceitos, comparação e aplicação guiada
Intervalo 10 min pausa
Laboratório 70 min mapa de oportunidade ligado ao doutorado
Crítica entre pares 30 min testar pressupostos e revisar
Fechamento 10 min registrar incerteza e próximo dado

A tese que organiza o encontro

Uma tecnologia é uma hipótese de apoio — não o ponto de partida.

O problema, a decisão e o resultado desejado devem permanecer visíveis.

1 · Informática em saúde

Não é um departamento de computadores

Informática em saúde investiga e projeta usos efetivos de dados, informação e conhecimento para:

  • investigação científica;
  • solução de problemas;
  • tomada de decisão;
  • melhoria da saúde.
Fonte conceitual local · definição interdisciplinar também adotada por organizações profissionais.

Quatro coisas que não são sinônimas

Dado
Uma representação registrada.

Tecnologia
Um artefato ou meio técnico.

Sistema
Uma composição organizada de elementos.

Prática informacional
Como pessoas produzem, interpretam e usam informação.

Um campo preenchido é um dado registrado; não é ainda uma decisão.

Informática em enfermagem: finalidade antes da ferramenta

O campo evoluiu de definições centradas no computador para uma combinação de:

ciência da enfermagem + ciência da informação + ciência da computação

com a finalidade de apoiar prática e cuidado. (Graves e Corcoran 1989)

Pergunta: onde o conhecimento de enfermagem aparece — ou desaparece — no sistema?

Responsabilidade não desaparece na automação

Um sistema de apoio pode recomendar.
O profissional decide se e como a recomendação será usada.

Um sistema automatizado pode implementar uma ação programada.
Isso desloca — mas não elimina — perguntas sobre conhecimento, limites e responsabilidade.

Minuto de experiência

Proposta pedagógica — Pense · duplique · compartilhe

Lembre de uma tecnologia do seu serviço que:

  • economiza trabalho cognitivo útil; ou
  • transfere trabalho para o profissional sem melhorar a decisão.

Em dupla, formulem um exemplo em uma frase:
“A tecnologia muda _______, mas a decisão continua dependendo de _______.”

2 · DIKW sem automatismo

Comecemos por uma observação

Caso Helena · 14h20

FR = 26 irpm

O que este registro permite afirmar — e o que ainda não permite?

Dado: observação registrada, não realidade inteira

No DIKW, dados podem ser organizados em agrupamentos significativos.

Mas todo dado já envolve escolhas:

  • o que observar;
  • como representar;
  • quando registrar;
  • o que fica ausente.

Informação: o dado ganha relações e contexto

Caso Helena · tendência

FR: 18 → 20 → 23 → 26
Estado: sonolência crescente
Contexto: pós-operatório
Lacuna: diurese recente ausente

Informação emerge quando os dados podem ser vistos e interpretados em agrupamentos significativos.

Conhecimento: relações que sustentam hipóteses

Conhecimento não é uma pilha maior de dados.

É a organização de informação e a identificação de relações entre fatos.

Nesse contexto, o conhecimento contribui para formular hipóteses e orientar os próximos passos, mas não permite afirmar como certo aquilo que os dados ainda não sustentam.

Sabedoria: conhecimento efetivamente situado

No modelo, sabedoria aparece no uso efetivo do conhecimento para responder às necessidades humanas de cuidado.

Ela envolve:

quem é a pessoa · qual é o contexto · que ação é possível · que consequência deve ser acompanhada

Do dado à ação — e de volta ao dado

Fluxo iterativo entre dado, informação, conhecimento, decisão, ação e avaliação, atravessado por contexto, pessoas, valores, recursos e incerteza

Diagrama autoral, CC BY 4.0. Síntese didática baseada nas fontes locais.

Um mesmo caso atravessa todos os níveis

Movimento Caso Helena Pergunta de controle
Dado FR 26 como foi medido?
Informação tendência crescente comparável a quê?
Conhecimento relações sustentam hipóteses que alternativa falta?
Decisão reavaliar e/ou escalar com que justificativa?
Ação executar e comunicar quem acompanha o efeito?

A pirâmide ajuda — e também esconde

Modelo DIKW circular com interpretação no centro e contexto, experiência, valores, recursos e incerteza ao redor

Diagrama autoral, CC BY 4.0. Representação crítica e não linear.

Minuto de crítica ao DIKW

Proposta pedagógica — votação por afirmação

Qual frase merece maior cautela?

A. Mais dados sempre produzem mais conhecimento.
B. Contexto transforma a interpretação.
C. Uma recomendação computacional é sabedoria.
D. A ação produz novos dados e exige reavaliação.

Escolha uma e escreva a objeção em 12 palavras.

3 · Modelos como lentes

Um modelo não é um mapa completo

Modelos teóricos ajudam a formular perguntas e organizar investigação.

Eles também selecionam o que será visto.

Que lente explica um sistema tecnicamente correto que fracassa no cotidiano?

Três lentes da informática em enfermagem

Lente Torna visível Pergunta útil
Schwirian informação, tecnologia, usuários, objetivo quem usa o quê e para qual fim?
Turley cognição, informação, computação, enfermagem que conhecimentos se encontram?
Goosen dado → informação → conhecimento → decisão → ação → avaliação onde o ciclo se rompe?

A lente sociotécnica muda a unidade de análise

Oito dimensões sociotécnicas conectadas à decisão e ao cuidado: hardware e software, conteúdo clínico, interface, pessoas, fluxo e comunicação, organização interna, regras externas e monitoramento

Recriação didática autoral baseada no modelo de Sittig e Singh, CC BY 4.0. (Sittig e Singh 2010)

Três lentes para compreender informação e decisão em saúde

Essas abordagens não competem entre si. Cada uma responde a uma pergunta diferente sobre o uso da informação e da tecnologia no cuidado.

Lente Pergunta que ajuda a responder Principal contribuição
DIKW Como os dados ganham significado e passam a apoiar uma decisão? Acompanha a transformação de dados em informação, conhecimento e ação
Modelos de enfermagem Qual é a finalidade do cuidado e quais necessidades da pessoa devem orientar a prática? Mantém a tecnologia vinculada aos objetivos clínicos, humanos e profissionais do cuidado
Abordagem sociotécnica Como a tecnologia interage com profissionais, processos, organização e contexto? Identifica as interdependências que favorecem ou dificultam o uso da tecnologia

Ideia central das três lentes

  • DIKW: acompanha o conteúdo e a construção da decisão;
  • modelos de enfermagem: preservam a finalidade do cuidado;
  • abordagem sociotécnica: examina as condições concretas em que a decisão acontece.

Aplique uma lente em 90 segundos

Proposta pedagógica — Caso Helena

Escolha uma dimensão sociotécnica e complete:

“O risco moderado pode falhar porque ___ interage com ___.”

Depois, formule uma pergunta de investigação.

4 · Cognição clínica e sistemas

O raciocínio é distribuído

Raciocínio clínico conectado de forma bidirecional ao paciente, à equipe, ao ambiente e à interface

Diagrama autoral, CC BY 4.0. Base conceitual: cognição distribuída (Hutchins 1995).

Carga cognitiva: quando a interface compete com a tarefa

Carga cognitiva refere-se aos recursos de memória de trabalho usados em uma tarefa. (Sweller 1988)

Navegação excessiva, telas fragmentadas e excesso de informação podem aumentar carga e favorecer erros de processamento.

Pergunta: o que o profissional precisa manter mentalmente porque o sistema não mantém visível?

A interface muda a pergunta possível

Comparação entre alerta genérico de risco alto e alerta contextualizado com tendência, dado ausente, incerteza e ações disponíveis

Interfaces fictícias e diagrama autoral, CC BY 4.0.

Viés de automação: aceitar também pode criar erro

Quando a recomendação é seguida mesmo estando incorreta, o apoio pode introduzir novos erros. (Goddard et al. 2011)

  • omissão: algo relevante não é considerado porque o sistema não indicou;
  • comissão: uma recomendação incorreta é seguida.

Fechamento prematuro: quando a hipótese vira ponto final

Formular uma hipótese cedo não é o problema. Ela ajuda a selecionar perguntas e dados relevantes.

O risco aparece quando a primeira explicação deixa de ser testada e passa a determinar sozinha o que será procurado.

hipótese inicial → busca dirigida → sinais concordantes → aparência de confirmação

Como o fechamento se alimenta

Proposta pedagógica — Caso Helena

  1. o sistema apresenta “risco moderado”;
  2. a equipe revisa apenas os dados usados pelo escore;
  3. sinais não incluídos ou ausentes recebem menos atenção;
  4. o mesmo conjunto restrito parece confirmar a classificação.

O sistema não “prova” a hipótese: a seleção dos dados e a saída podem reforçar uma à outra.

Interromper o fechamento: testar, não apenas confirmar

Proposta pedagógica: três perguntas de reabertura

  1. O que não foi procurado? — dado ausente não equivale a achado negativo.
  2. O que contradiz a hipótese? — procure uma evidência que obrigaria a revisá-la.
  3. Que alternativa plausível permanece? — nomeie ao menos uma e diga como testá-la.

Uma classificação é entrada para revisão, não autorização para encerrar a busca.

Fadiga de alertas: não é apenas “cansaço”

Fadiga aparece quando a interrupção se repete, mas frequentemente não ajuda a decidir ou agir.

Mecanismo O que acontece no trabalho
frequência excessiva a interrupção perde prioridade
baixa relevância o alerta não corresponde ao paciente
momento inadequado surge fora do ponto de decisão
ausência de ação possível o profissional não consegue responder

Reduzir fadiga não é apenas remover alertas

Filtro Pergunta de desenho
prioridade isto merece interromper agora?
organização alertas semelhantes podem ser agrupados?
contexto para qual paciente, profissional e situação?
precisão a regra exclui ocorrências irrelevantes?
ação possível que resposta concreta está disponível?

Para quem? Por que agora? O que pode ser feito?

Explicar uma saída não é provar que ela está correta

Uma explicação pode ajudar o profissional a compreender por que aquele paciente foi sinalizado e incorporar a saída ao restante da avaliação.

Mas a explicação não substitui:

validação do modelo · qualidade dos dados · contexto clínico · julgamento profissional

Uma explicação útil deve favorecer revisão crítica — não apenas tornar a recomendação convincente.

O que uma explicação precisa permitir revisar?

Proposta pedagógica: leia a explicação em cinco camadas

  1. Saída: o que exatamente o sistema estimou ou recomendou?
  2. Evidência: quais dados e mudanças contribuíram para o sinal?
  3. Lacunas: quais dados relevantes estão ausentes ou não foram usados?
  4. Limite: o que a saída não permite concluir?
  5. Ação: como confirmar, contestar, complementar ou não seguir?

A boa explicação abre espaço para compreender, questionar e decidir.

Pausa de previsão

Proposta pedagógica — Pense · duplique · compartilhe

Se a tela mostrar “risco baixo”, qual comportamento é mais provável?

  1. revisar mais dados;
  2. encerrar a busca;
  3. procurar explicação;
  4. ignorar o alerta.

Em dupla: proponham uma mudança de interface e uma mudança de processo.

5 · Laboratório DIKW

Missão do laboratório

Proposta pedagógica

Transformar um problema real do doutorado ou da prática em um mapa rastreável de:

problema → público → dados → interpretação → decisão → ação → avaliação

e comparar um possível apoio digital com uma alternativa não tecnológica.

Preparação dos grupos

Proposta pedagógica

  • Grupos de 4–5 participantes.
  • Papéis: facilitador, relator, guardião da incerteza, crítico sociotécnico e porta-voz.
  • Materiais: canvas A3 impresso ou digital, notas adesivas, canetas e cronômetro.
  • Regra: nenhuma decisão sem dado, interpretação, risco e critério de avaliação explícitos.

Escolham um processo conhecido por pelo menos duas pessoas do grupo.

Canvas: uma decisão em doze campos

Canvas com doze campos: problema assistencial, contexto, dados disponíveis, dados ausentes, informação, conhecimento, decisão, ação, risco, papel da tecnologia, incerteza e critério de avaliação

Canvas autoral para impressão em A3, CC BY 4.0.

Etapas e tempos

Proposta pedagógica — 70 minutos

Etapa Tempo Produto
enquadrar problema e decisão 10′ frase focal
mapear dados, ausências e contexto 15′ campos 2–5
construir conhecimento, decisão e ação 15′ campos 6–8
auditar risco, tecnologia e incerteza 10′ campos 9–11
definir avaliação 5′ campo 12
troca entre grupos e revisão 15′ versão corrigida

Perguntas orientadoras

Proposta pedagógica

  • Qual decisão concreta queremos melhorar?
  • Quem produz cada dado — e para quem?
  • Que dado ausente mudaria a interpretação?
  • Que conhecimento sustenta a escolha?
  • Que alternativa foi descartada cedo demais?
  • A tecnologia apoia, restringe, automatiza ou oculta?
  • Quem percebe e responde ao resultado?
  • Que sinal exigirá revisão da solução?

Critérios de qualidade

Proposta pedagógica — o mapa é forte quando…

  1. a decisão está delimitada;
  2. dado e interpretação não se confundem;
  3. ausências e incertezas estão visíveis;
  4. pelo menos duas dimensões sociotécnicas interagem;
  5. risco e pressuposto são contestáveis;
  6. o critério de avaliação observa a decisão, não apenas uso do sistema.

6 · Apresentar para tornar o raciocínio auditável

Um slide, sete movimentos

Proposta pedagógica — 5–7 minutos por grupo

problema → evidência → interpretação → decisão → risco → pressuposto → avaliação

O porta-voz apresenta.
O guardião da incerteza encerra com: “Ainda não sabemos…”

Ficha de crítica entre pares

Proposta pedagógica — grupo debatedor

Observe Registre em uma frase
rastreabilidade a decisão decorre dos dados e da interpretação?
alternativa que hipótese não foi considerada?
sociotécnico que interação pode mudar o resultado?
risco quem pode ser prejudicado ou invisibilizado?
avaliação que evidência confirmará ou refutará a proposta?

Devolutiva: um ponto forte · uma tensão · uma pergunta.

7 · Voltar ao cuidado

Helena, agora com outra lente

O risco calculado continua “moderado”. A equipe, porém, explicita a tendência, reconhece a diurese ausente, amplia hipóteses, reavalia a paciente e define quem acompanhará o efeito da ação.

O que melhorou: o dado, o sistema ou o processo de decisão?

Três mensagens essenciais

1 · Registro não é decisão
Significado depende de contexto, relações e finalidade.
2 · Tecnologia participa do raciocínio
Interfaces tornam algumas hipóteses visíveis e outras menos prováveis.
3 · Valor exige avaliação
A ação produz efeitos, novos dados e responsabilidade de reavaliar.

A questão que permanece aberta

Que dado do meu projeto precisa ser organizado antes de escolher uma ferramenta?

Minuto de síntese

Proposta pedagógica — escreva e entregue

  • Eu mantive: uma ideia que se fortaleceu.
  • Eu revisei: uma ideia que ficou menos óbvia.
  • Eu vou investigar: uma decisão real e o dado que hoje permanece invisível.

Transferência para segunda-feira

Proposta pedagógica — experimento de baixa escala

Escolha um conjunto de dados do projeto e registre:

  1. de onde vem;
  2. quem o utiliza;
  3. que decisão ou análise apoia;
  4. onde pode perder significado ou versão.

Não escolha o software ainda. Primeiro torne o percurso visível.

Leituras para aprofundamento

Fundamentos e enfermagem
(Graves e Corcoran 1989; Ronquillo et al. 2021; Darvish et al. 2014)

Sistemas sociotécnicos
(Sittig e Singh 2010)

Cognição, carga e automação
(Hutchins 1995; Sweller 1988; Goddard et al. 2011; McSherry 1997)

Referências

Darvish, Asieh, Fatemeh Bahramnezhad, Samira Keyhanian, e Mitra Navidhamidi. 2014. “The role of nursing informatics on promoting quality of health care and the need for appropriate education”. Global Journal of Health Science 6 (6): 11–18. https://doi.org/10.5539/gjhs.v6n6p11.
Goddard, Kate, Abdul Roudsari, e Jeremy C. Wyatt. 2011. “Automation Bias: A Hidden Issue for Clinical Decision Support System Use”. Studies in Health Technology and Informatics 164: 17–22.
Graves, Judy R., e Sheila Corcoran. 1989. “The Study of Nursing Informatics”. Image: The Journal of Nursing Scholarship 21 (4): 227–31. https://doi.org/10.1111/j.1547-5069.1989.tb00148.x.
Hutchins, Edwin. 1995. Cognition in the Wild. MIT Press.
McSherry, David. 1997. “Avoiding Premature Closure in Sequential Diagnosis”. Artificial Intelligence in Medicine 10 (3): 269–83.
Ronquillo, Charlene Esteban, Laura-Maria Peltonen, Lisiane Pruinelli, et al. 2021. “Artificial intelligence in nursing: Priorities and opportunities from an international invitational think-tank of the Nursing and Artificial Intelligence Leadership Collaborative”. Journal of Advanced Nursing 77 (9): 3707–17. https://doi.org/10.1111/jan.14855.
Sittig, Dean F., e Hardeep Singh. 2010. “A New Sociotechnical Model for Studying Health Information Technology in Complex Adaptive Healthcare Systems”. Quality and Safety in Health Care 19 (Suppl 3): i68–74. https://doi.org/10.1136/qshc.2010.042085.
Sweller, John. 1988. “Cognitive Load During Problem Solving: Effects on Learning”. Cognitive Science 12: 257–85.